Quem, após ler Dom Casmurro, não se pôs em dúvida sobre a culpa ou inocência de Capitu? Na verdade, todo o mistério fica a cargo de Machado de Assis que, há cem anos, partiu para dimensões distantes, não podendo mais dar seu último parecer sobre a trama. Escritor de estilo marcante, é considerado um dos maiores escritores da literatura brasileira. Ainda que tenha nos deixado há muito tempo, suas obras não permitem que ele se cale. Foi um dos responsáveis pela fundação da Academia Brasileira de Letras sendo seu primeiro presidente, fatos que levaram o local a ser conhecido como "Casa de Machado de Assis".
Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro, em 1839. A mãe, Maria Leopoldina Machado de Assis, morreu quando ele ainda era menino, tendo o pai, Francisco José de Assis, se casado alguns anos depois com Maria Inês da Silva, com quem Machado continuou vivendo após a morte de Francisco. Estudou sem muita regularidade devido à condição financeira, publicando seu primeiro trabalho no ano de 1855, o poema “Ela”, na revista Marmota Fluminense. Dois anos depois, como aprendiz de tipógrafo, tornou-se membro da Imprensa Nacional e protegido do romancista Manuel Antônio de Almeida. Crisálidas, seu primeiro livro de poemas, só foi editado nove anos depois.
Machadinho, como era chamado na infância, foi colaborador de uma série de veículos importantes da época, atuando como cronista, contista, poeta e crítico literário e teatral, galgando, aos poucos, seu posto de renomado intelectual. Antes mesmo de se firmar como grande romancista, Machado de Assis conquistou a amizade e admiração do escritor José de Alencar. Foi a pedido dele que, em 1868, orientou o jovem Castro Alves no mundo das letras. Um ano depois, casou-se com a portuguesa Carolina Augusta Xavier de Novais. Mulher muito culta, D. Carolina apresentou ao marido os clássicos portugueses e vários autores da língua inglesa, leitura que muito contribuiu para as obras machadianas.
Em 1872, publicou o seu primeiro romance, Ressurreição, que só mais tarde entrou para a lista de títulos famosos, junto a A mão e a luva, Helena e Iaiá Garcia. Os romances seguintes, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e Dom Casmurro, são considerados obras-primas, e consagraram-no como um dos maiores autores da literatura de língua portuguesa mundial. Seu último romance, Memorial de Aires, foi publicado no ano de sua morte.
Em 1904, Machado de Assis publicou o famoso soneto “A Carolina”, dedicado à sua esposa já falecida. Em junho de 1908, o escritor iniciou um tratamento de saúde, falecendo ao final do mês de setembro, aos 69 anos.
Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro, em 1839. A mãe, Maria Leopoldina Machado de Assis, morreu quando ele ainda era menino, tendo o pai, Francisco José de Assis, se casado alguns anos depois com Maria Inês da Silva, com quem Machado continuou vivendo após a morte de Francisco. Estudou sem muita regularidade devido à condição financeira, publicando seu primeiro trabalho no ano de 1855, o poema “Ela”, na revista Marmota Fluminense. Dois anos depois, como aprendiz de tipógrafo, tornou-se membro da Imprensa Nacional e protegido do romancista Manuel Antônio de Almeida. Crisálidas, seu primeiro livro de poemas, só foi editado nove anos depois.
Machadinho, como era chamado na infância, foi colaborador de uma série de veículos importantes da época, atuando como cronista, contista, poeta e crítico literário e teatral, galgando, aos poucos, seu posto de renomado intelectual. Antes mesmo de se firmar como grande romancista, Machado de Assis conquistou a amizade e admiração do escritor José de Alencar. Foi a pedido dele que, em 1868, orientou o jovem Castro Alves no mundo das letras. Um ano depois, casou-se com a portuguesa Carolina Augusta Xavier de Novais. Mulher muito culta, D. Carolina apresentou ao marido os clássicos portugueses e vários autores da língua inglesa, leitura que muito contribuiu para as obras machadianas.
Em 1872, publicou o seu primeiro romance, Ressurreição, que só mais tarde entrou para a lista de títulos famosos, junto a A mão e a luva, Helena e Iaiá Garcia. Os romances seguintes, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e Dom Casmurro, são considerados obras-primas, e consagraram-no como um dos maiores autores da literatura de língua portuguesa mundial. Seu último romance, Memorial de Aires, foi publicado no ano de sua morte.
Em 1904, Machado de Assis publicou o famoso soneto “A Carolina”, dedicado à sua esposa já falecida. Em junho de 1908, o escritor iniciou um tratamento de saúde, falecendo ao final do mês de setembro, aos 69 anos.
A CAROLINA
Querida, ao pé do leito derradeiro
Em que descansas dessa longa vida,
Aqui venho e virei, pobre querida,
Trazer-te o coração do companheiro.
Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
Que, a despeito de toda a humana lida,
Fez a nossa existência apetecida
E num recanto pôs um mundo inteiro.
Trago-te flores, - restos arrancados
Da terra que nos viu passar unidos
E ora mortos nos deixa e separados.
Que eu, se tenho nos olhos malferidos
Pensamentos de vida formulados,
São pensamentos idos e vividos.